Bom, antes de começar a análise sobre sistemas de buscas, é preciso abrir um pequeno parêntesis sobre o assunto: para mim, numa análise geral, todos os sistemas ofereceram opções interessantes. Como o termo "cura do stress" pode ser empregado em diversas situações, não dá para apontar os resultados obtidos como certos ou errados, próprios ou impróprios. Tudo depende do que o usuário necessita.
Por exemplo, se para curar o meu stress, estivesse procurando um lugar para passar férias, a quarta opção encontrada no sistema MSN e a terceira no sistema Ask.com (o Hotel Cortona é 4 Stelle – Estrelas), seriam as corretas. Na busca por informações mais técnicas sobre o conceito "cura do stress", os sistemas Yahoo e Altavista, além de apresentar nos seus cinco primeiros resultados, as mesmas opções e na mesma ordem, foram os que selecionaram os melhores tópicos: os três primeiros, de ambos sistemas, falam sobre os sintomas dessa doença, as conseqüências no organismo e as técnicas de cura.
Mas encontrei coisas interessantes, como uma história, postada no Blog Lixo Tipo Especial (primeira opção do sistema Google), onde o autor narra uma experiência inusitada com tratamentos pouco ortodoxos de combate ao stress. Outro, também do Google, foi o vídeo postado no Youtube - já famoso na Internet -, que mostra um hipopótamo computadorizado cantando. Alguns resultados também levaram à técnicas específicas de cura do stress, como o Reiki, Tai Chi Chuan, cristais, massagem espiritual e a Massagem da Cura do Sono (essa é legal, estou precisando).
Dos oito sistemas pesquisados, cinco apresentaram resultados em português (Google, Yahoo, Altavista, Radar Uol e MSN. Os sistemas Clusty, Ask.com e DogPile apresentaram resultados em outras línguas. Mesmo não fazendo parte do exercício, fiz um teste: no DogPile, troquei a palavra "stress" (inglesa) pela portuguesa "estresse" e obtive, entre os cinco primeiros resultados, dois em páginas de língua portuguesa. Voltando ao foco do exercício, na análise desses três sistemas, o único que apresentou opção mais conceitual sobre o tema foi o DogPile, que apontou para uma página (em inglês) de informações sobre a doença. Provavelmente, para uma busca mais conceitual nesses sistemas teria que usar outros termos para obtenção de resultados mais satisfatórios.
Para finalizar, continuo afirmando que todos os resultados são válidos, pois dependem da necessidade do pesquisador. Além disso, essa variedade de resultados, às vezes tão diferentes uns dos outros, torna-se, em certos casos, uma vantagem, quando pesquisamos sobre assuntos dos quais não temos grande conhecimento. Cada opção nos remete para uma visão diferente do assunto, uma hipótese que precisa ser testada pelo investigador, em igual maneira como será preciso proceder com as contribuições postadas por internautas em seu Blog de pesquisa.
O fato é que os sistemas de buscas (e eu sou fã descarado do Google, até instalo sua barra de ferramentas), são instrumentos poderosos de investigação e aprendizagem. Eu os utilizo diariamente, pois são democráticos, maleáveis e de fácil uso. Eu, que no passado achava tão importante que não faltasse uma enciclopédia na redação, hoje, torço apenas para que não falte luz e conexão!

Para os internautas visitantes que se interessarem em conferir a análise, os links são esses: Google: http://www.google.com.br/ ; Yahoo!: http://www.yahoo.com.br/ ; Altavista: http://www.altavista.com/ ; Radar Uol: http://radaruol.uol.com.br/ ; Clusty: http://clusty.com/ ; MSN: http://search.msn.com.br/ ; Ask.com: http://search.ask.com/ ; e DogPile: http://www.dogpile.com/
